Natal..renovação...renascimento...!
Natal, data importante , celebração, encontro com a família e pessoas a quem amamos. Ceia, oração, vinho, sorrisos, música de qualidade, bate papos agradáveis. Assim é o natal na casa de matriarca Vera Ribeiro, mãezinha amada por todos os filhos.
Há muitos anos nos reunimos na casa de nossa matriarca a fim de poder curtir a família e juntos refletirmos sobre a vida. Sem formalidade, mas com muita alegria, troca de presentes, beijos e abraços.
Fala-se da importância do natal como momento de reflexão sobre a vida e redirecionamento de nossos planos. Sem dúvida é fundamental esse aspecto, entretanto antes de mais nada, acredito que curtir a família, brincar, divertir, sentir o irmão ao seu lado, a felicidade de sua mãe pelo fato de estar ao lado de seus filhos, noras e genro me faz pensar que uma verdadeira reflexão nesta data só é possível quando se compartilha com aqueles que você ama o brilho e a satisfação do encontro inenarrável entre aqueles que compõem mais uma célula familiar. Jesus se faz presente sempre em nossas vidas, todavia a sua luz se intensifica quando percebemos com amor cada pessoa de sua família na noite natal. Seja através da presença física ou espiritual. Sentir e agradecer pela vida de cada uma de nós, demonstra o quanto estamos dispostos a fazer de nossas reflexões um renascer para a vida.
Agradeço a Deus, Jesus , minha mãe, meu pai, minha esposa e meus irmãos por dividirem comigo mais uma noite de natal abençoada.
Amo vcs, Feliz natal!
Warney
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Inclusão
Alunos surdos cantam, dançam e interpretam na aula de Arte
Trabalhar música, dança e teatro com alunos surdos ainda é raridade. Conheça três exemplos de professores que fazem isso com qualidade
Camila Monroe (camila.monroe@abril.com.br). Colaborou Beatriz Vichessi, de Goiânia

TEATRO INCLUSIVO Na EM Severino Travi, alunos ouvintes e surdos exibem-se em palcos de festivais e outras escolas
Mas, ainda que o número de surdos matriculados em escolas regulares venha aumentando (só nos últimos dois anos, o crescimento foi de 21%, segundo o Censo Escolar), os próprios especialistas têm dificuldades em indicar boas experiências de ensino de Arte que incluam esse público específico. Para produzir esta reportagem, por exemplo, NOVA ESCOLA entrou em contato com todas as Secretarias estaduais de Educação e com dezenas de municipais. Nenhuma delas conhecia boas escolas para indicar.
Felizmente, há (sim) professores desenvolvendo bons trabalhos de Arte que incluem crianças e jovens que sofrem, em algum grau, com a deficiência auditiva. E, como acontece com as outras disciplinas, os resultados são sempre muito animadores. Os surdos estão mais habituados a gesticular e perceber emoções nos outros. Por isso, quando convocados a se expressar por meio de caras, bocas e movimentos do corpo, eles tiram de letra. "Para aproveitar melhor essa habilidade, é essencial explorar linguagens diferentes", diz Daniela Alonso, especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. "Para ficar no exemplo do teatro, é possível montar um espetáculo falado na Linguagem Brasileira de Sinais (libras), trabalhar com mímica ou mesmo criar personagens que não falam, mas interagem com os outros."
Basta lembrar que, antes de surgir a tecnologia que permitiu criar filmes falados, todo mundo entendia o cinema mudo. Nas artes visuais, a audição não costuma ser o sentido mais importante. E muita gente sabe que, para dançar, basta sentir a vibração da música (e não é preciso ouvir para sentir essa vibração). Nesta reportagem, você vai conhecer as histórias de três escolas que desenvolvem projetos de qualidade que incluem jovens surdos em atividades de teatro, dança e música. Afinal, como escreveu o russo Leon Tolstói (1828-1910), a Arte é mesmo "um dos meios que unem os homens".
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Educação do Espírito
Espiritismo e Educação
Dora Incontri
Pós-doutoranda FEUSP
Pós-doutoranda FEUSP
O espiritismo, segundo Allan Kardec, pretende ser ao mesmo tempo uma ciência, que demonstra através do estudo empírico dos fenômenos mediúnicos a existência dos espíritos e sua atuação sobre o mundo; uma filosofia, que propõe uma cosmovisão evolucionista e reencarnacionista; e uma religião, sem dogmas, rituais e sacerdócio organizado, que faz uma releitura do cristianismo e prega uma prática religiosa centrada na moral e na ligação direta do homem com Deus.
Para além dessas três dimensões, porém, ou como resultante de todas elas, o espiritismo tem um caráter eminentemente pedagógico. [1] Não só porque seu fundador, Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), depois Allan Kardec, tenha sido um grande educador francês, seguidor da proposta de Pestalozzi, seu mestre. Mas porque o cerne da filosofia espírita é uma proposta de educação do espírito.
domingo, 28 de novembro de 2010
Que tipo de lazer cultural oferecer aos filhos?
Que tipo de lazer cultural oferecer aos filhos?
Por Içami Tiba
Para pais provedores, afetivos e educadores não há férias destas funções com os filhos presentes ou ausentes. Mesmo que se afastem fisicamente, psicologicamente continuam ligados aos filhos. Estas ligações vão desde saudades de quem ama, a preocupações presentes/futuras, reais/imaginadas e estados de alerta/prontidão para sair correndo a qualquer instante.
Todos os pais sabem que os filhos são bem diferentes entre si quanto às atitudes, comportamentos, temperamentos que os predispõem a maiores ou menores riscos de vida, se crianças, adolescentes ou adultos jovens, se único ou se tem irmãos, se masculinos ou femininos etc. Portanto merecem cuidados diferentes.
Uma das maiores responsabilidades dos pais é a educação dos filhos. Tanto pela educação escolar, pela construção de competências profissionais através do seu currículo psicopedagógico, quanto pelos valores que deverão estar presentes em todas as suas ações por toda a vida, tal qual o idioma materno.
Não há como os pais educarem seus filhos como foram educados soltos pelos seus pais, pois a educação deve ser a mais atualizada possível, e a infância está curta demais para se deixar as crianças fazerem apenas o que gostam. Se os filhos recebem uma educação já ultrapassada hoje, como poderão enfrentar um futuro que não sabemos como será? Este futuro já atinge as crianças que iniciam a escolaridade com dois anos de idade: quando nem bem tiveram sua socialização (educação) familiar, já entram na vida, com pares na comunidade. Será que receberão na escola o que nem receberam ainda dos pais? Este cenário se complica quando a mãe também trabalha fora, como acontece na maioria das famílias brasileiras e mundiais.
Os pais precisam hoje aproveitar toda e qualquer atividade dos filhos desde a mais tenra idade para passar valores, pois o que acontece hoje é o contrário: quando os pais ficam com os filhos os deixam fazer tudo o que querem desde que seja prazeroso, e param de educar.
A educação não é uma ação tirânica, desprovida de prazer que maltrata os filhos. Ela deve estar presente na vida do filho desde muito cedo, antes mesmo de ir à escola.
Deixar uma criança crescer fazendo somente o que tem vontade e lhe dê prazer é um crescimento silvestre, propiciando a falta de educação que custa caro pelo resto da vida. A ação educativa dá trabalho, mas é um fruto que dura por toda a vida. Com o tempo de infância muito encurtado, todas as atividades, jogos e brincadeiras têm de ser aproveitadas para a educação orquestrada na formação do futuro cidadão ético, competente e feliz.
Uma das grandes falhas na educação que se manifesta hoje desde a infância é o Bullying, que piora na juventude (ataques preconceituosos a minoritários como gays, negros, pobres e mulheres) e deixa ranços para o adulto (assédio moral, assédio sexual, alienação parental). Crianças que impunemente ofendem, agridem, violentam querendo levar vantagens sobre os outros, sem se preocupar com os sofrimentos dos pais em casa, costumam levar este comportamento para a escola, para o social e futuramente para o trabalho.
Orquestrar a educação significa escolher quais são as atividades prazerosas e construtivas próprias para a personalidade e adequadas à idade. Esta orquestração não tira férias. Em todas as atividades, como brincadeiras, leituras, passatempos e diversões, os filhos já têm que receber estes valores juntos aos ensinamentos, cobranças, e participações dos pais na vida dos filhos.
Muito bom é escolher programas próprios para a idade, prazerosos e educativos (cinema, teatro, leituras, jornaleiro, livrarias, museus, pontos históricos da cidade etc.) e chamar atenção ocasionalmente para detalhes interessantes e comentar depois, ressaltando os pontos positivos do mocinho, como ética, companheirismo, gratidão, bondade e ajuda ativa; e os negativos do bandido, como ruindade, egoísmo, prepotência, preconceito, traição, desonestidade, violência etc. Separar sempre ficção da realidade. Estas conversas gostosas ajudam a implantar e desenvolver princípios e valores que deverão estar presentes nas ações do dia-a-dia.

Içami Tiba
Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.
sábado, 13 de novembro de 2010
Bingo Beneficente
Quer ajudar o próximo e ainda se divertir bastante?
Publicado: 9 09UTC Novembro 09UTC 2010 por William Alves Martins em Eventos & Cursos0
Já pensou em ajudar mais de 16 mil pessoas?
E se ao ajudar o próximo você ainda concorrer a prêmios fantásticos e se divertir bastante?
E se ao ajudar o próximo você ainda concorrer a prêmios fantásticos e se divertir bastante?
Isso é possível e você está convidado a participar deste fantástico BINGO Beneficente, cuja renda será revertida para produção do remédio Energético ÁGUA VIVA, que é distribuído gratuitamente por todo Brasil desde 2006.
Participe e ajude a construir um mundo melhor!
A fórmula do Remédio Energético Água Viva foi recebida pelo médium Robson Pinheiro em 1997, junto com a responsabilidade de produzir e distribuir gratuitamente este medicamento a pacientes com Câncer, HIV, Distúrbios Emocionais, Depressão, Dependentes Químicos e diversas outras doenças do corpo e da alma.
Este remédio é produzido em duas versões, Água Viva GEL e GOTAS e ambas são produzidas com o princípio ativo extraído de uma flor que só existe no alto da Cordilheira do Himalaia, chamada Água Viva. Devido ao difícil acesso às cordilheiras, os espíritos responsáveis, através da reunião de Ectoplasmia, com a presença de quase 70 médiuns, materializam o princípio ativo da flor que é somado com a maceração de várias outras ervas. Sua fórmula é registrada e está sob a responsabilidade da farmacêutica Maria de Fátima Rolla de Leo.
A produção ocorre uma vez ao ano, sempre durante o carnaval e conta com a participação voluntária de mais de 70 médiuns cuidadosamente selecionados para a complexa e importante tarefa. Seja você também um colaborador e participe deste projeto.
Para doações e maiores informações: (31) 3357-2970 – contato@everildabatista.org.br – Rua Turquesa, 308 – B. São Joaquim – Contagem/MG
Compre pela internet: http://goo.gl/3RKYx
sábado, 6 de novembro de 2010
Bulling
O que é bullying?
Atos agressivos físicos ou verbais só são evitados com a união de diretores, professores, alunos e famílias
Renata Costa (novaescola@atleitor.com.br)

Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. E todo ambiente escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), que estuda o problema há nove anos.
Segundo o médico, o papel da escola começa em admitir que é um local passível de bullying, informar professores e alunos sobre o que é e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática - prevenir é o melhor remédio. O papel dos professores também é fundamental. Eles podem identificar os atores do bullying - agressores e vítimas. "O agressor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar onde tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar", explica o especialista. Já a vítima costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. "Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir", afirma Lauro. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno reage, a tendência é que a provocação cesse.
Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o médico. Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.
O médico pediatra lembra que só a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um agressor. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida a menos que seja tratado", diz. Uma das peças fundamentais é que este jovem tenha exemplos a seguir de pessoas que não resolvam as situações com violência - e quem melhor que o professor para isso? No entanto, o mestre não pode tomar toda a responsabilidade para si. "Bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola - direção, docentes e alunos - e a família", afirma o pediatra.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O Rio
"Dizem que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,
Os cumes das montanhas.
O longo caminho sinuoso através de povoados
e vê a sua frente um oceano tão vasto que,
Entrar nele, nada mais é que
desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
assim como ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência;
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra é que o medo desaparece,
Porque apenas então o rio saberá que
não se trata de desaparecer no oceano,
Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento
E por outro lado é uma tremenda ressurreição."
Oslo
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A Visão do Líder
O presidente de uma empresa, às 9h30 da manhã, informa ao diretor que precisa fazer uma viagem de urgência no mesmo dia, depois da reunião com os acionistas que está acabando de começar. Para isso, ao meio dia, ele precisará de um esquema especial de transporte para o aeroporto. A reunião de São Paulo (onde ele está) terminará ao meio-dia e a de Brasília começará às 16 horas, impreterivelmente. A perda do prazo significará jogar fora um ano de trabalho e muito prejuízo. O diretor garante ao presidente que tudo estará providenciado.
O diretor se reúne com o gerente administrativo e determina que o carro da empresa deve pegar o presidente na porta ao meio-dia, mas deverá ficar no local a partir das 11 horas. O gerente administrativo garante ao diretor que tudo será providenciado. O gerente, às 10 horas, fala para o chefe da segurança convocar o motorista para se apresentar na presidência às 10h45. O chefe de segurança se compromete a ir imediatamente para a garagem convocar o motorista.
Às 10h15, o supervisor da garagem é informado que o “Zelito” (motorista da presidência) deve comparecer com urgência na presidência. O supervisor informa ao chefe de segurança que o Zelito tinha ido tomar um café na padaria e que voltaria em 15 minutos. 0 chefe de segurança reforça a urgência com o supervisor de garagem, liga para a secretária do presidente informando que o Zelito já estava “subindo” e vai continuar seus afazeres.
Ao meio-dia e 15, o presidente, sozinho no meio da rua, resolve chamar um táxi porque o motorista não aparecia. Às 12h27 o inatingível táxi se aproxima do presidente desesperado. Às 12:45 o motorista de táxi, plenamente convencido da urgência que a corrida merecia, incorporou o espírito de Schumacher e abandonou o pé direito no fundo do acelerador. Dentro de um táxi em zigue-zague, ultrapassando cretinos retardatários, o cauteloso presidente só pensava em esganar o motorista ou o diretor.
A chance de pegar o avião, apesar de pequena, ainda existia. O táxi tinha saído 27 minutos depois do tempo previsto (que já estava no limite). O presidente mentalizou com todos os seus poros encharcados para o vôo atrasar. Às 13:10 a esperança do atraso no vôo foi soterrada pelo gentil sorriso “aeromôcico” acompanhando a noticia de que o mesmo havia decolado no horário. Às 14:00 horas o presidente está em reunião de diretoria tentando apurar responsabilidades e reverter o problema em Brasília.
Às 15 horas foi instaurado um inquérito administrativo e todos os envolvidos foram chamados a prestar informações a uma comissão integrada por gerentes e diretores. Na sua opinião, de quem era a responsabilidade? Do diretor? Do gerente? Do chefe de segurança? Do supervisor? Do motorista? Quem deveria ser demitido? O presidente queria a resposta naquele mesmo dia. Ou seja, o infeliz culpado vai perder o emprego.
Resultado da apuração: o supervisor de garagem informou que o Zelito só chegou do café as 13 horas e, portanto, ele não podia chegar ao meio dia a tempo de levar o presidente. Ao ser interpelado, o motorista se explicou que as 10h45 ele foi tomar café na padaria e, no caminho, foi assaltado. A polícia foi chamada e prendeu o assaltante. O motorista teve que ser conduzido para a delegacia do bairro onde precisava fazer o boletim de ocorrência e a identificação do ladrão.
O que, inicialmente, segundo o policial, deveria demorar “uns 15 minutos na delegacia”, demorou 2 horas. Quando o Zelito chegou, o supervisor avisou que ele deveria ir urgente se apresentar na presidência. Nesse momento já eram 13 horas e o problema já havia acontecido.
Esse tipo de coisa acontece, muitas vezes, em todas as empresas e com uma recorrência inaceitável. Umas demitem o diretor. Outras demitem o motorista. Poderia se demitir o supervisor de garagem ou todos eles. Em muitas empresas haveria uma carta de advertência exemplar. Em outras o erro seria discutido para avaliação.
O grande responsável por tudo isso é o modelo de sistema que foi construído. Um sistema onde tudo esta aprisionado em tudo. Um exemplo como esse mostra os caminhos que o problema trilhou e o quanto ele foi sendo “traduzido”.
No intuito professoral de liderar, orientar ou ensinar, acabamos apenas “traduzindo” e fazendo com que os nossos liderados sejam poupados de entender o todo. Do ponto em que o presidente “precisava se locomover com velocidade ate o aeroporto” até o supervisor de garagem receber o recado que o “Zelito precisava se apresentar com urgência na presidência” houve uma seqüência de traduções que impediu a todos de contribuir para transportar o presidente. O problema foi sendo traduzido à medida em que descia a ladeira da hierarquia.
Todos deveriam compreender que o foco no problema seria o transporte do presidente. Transportar o presidente é um evento que pode ser desenvolvido de varias maneiras, Uma das opções pode ate ser o motorista da empresa.
Os nossos líderes, inadvertidamente se vêm fazendo papel de dubladores de subordinados ou programadores de humarionetes. Se eles se tocassem da desnecessariedade de traduzir problemas, este tipo de cenário seria outro. Esse presidente jamais dependeria do motorista sem ter desenvolvido pelo menos um “plano B”: poderiam deixar um táxi de sobreaviso, deixar outras pessoas de carro ligado, prontos para sair do local direto para o aeroporto, alugar um helicóptero, conseguir um jatinho, terminar a reunião mais cedo e continuar dentro do carro a caminho do aeroporto etc.
É preciso escalar os detalhes para poder observar o todo. É preciso conhecer os detalhes dos detalhes e os objetivos de cada ação. O mundo empresarial sofre mudanças. Se as pessoas identificarem e construírem seus futuros, o mundo muda. Se o seu mundo mudar, o resto do mundo muda.
O diretor se reúne com o gerente administrativo e determina que o carro da empresa deve pegar o presidente na porta ao meio-dia, mas deverá ficar no local a partir das 11 horas. O gerente administrativo garante ao diretor que tudo será providenciado. O gerente, às 10 horas, fala para o chefe da segurança convocar o motorista para se apresentar na presidência às 10h45. O chefe de segurança se compromete a ir imediatamente para a garagem convocar o motorista.
Às 10h15, o supervisor da garagem é informado que o “Zelito” (motorista da presidência) deve comparecer com urgência na presidência. O supervisor informa ao chefe de segurança que o Zelito tinha ido tomar um café na padaria e que voltaria em 15 minutos. 0 chefe de segurança reforça a urgência com o supervisor de garagem, liga para a secretária do presidente informando que o Zelito já estava “subindo” e vai continuar seus afazeres.
Ao meio-dia e 15, o presidente, sozinho no meio da rua, resolve chamar um táxi porque o motorista não aparecia. Às 12h27 o inatingível táxi se aproxima do presidente desesperado. Às 12:45 o motorista de táxi, plenamente convencido da urgência que a corrida merecia, incorporou o espírito de Schumacher e abandonou o pé direito no fundo do acelerador. Dentro de um táxi em zigue-zague, ultrapassando cretinos retardatários, o cauteloso presidente só pensava em esganar o motorista ou o diretor.
A chance de pegar o avião, apesar de pequena, ainda existia. O táxi tinha saído 27 minutos depois do tempo previsto (que já estava no limite). O presidente mentalizou com todos os seus poros encharcados para o vôo atrasar. Às 13:10 a esperança do atraso no vôo foi soterrada pelo gentil sorriso “aeromôcico” acompanhando a noticia de que o mesmo havia decolado no horário. Às 14:00 horas o presidente está em reunião de diretoria tentando apurar responsabilidades e reverter o problema em Brasília.
Às 15 horas foi instaurado um inquérito administrativo e todos os envolvidos foram chamados a prestar informações a uma comissão integrada por gerentes e diretores. Na sua opinião, de quem era a responsabilidade? Do diretor? Do gerente? Do chefe de segurança? Do supervisor? Do motorista? Quem deveria ser demitido? O presidente queria a resposta naquele mesmo dia. Ou seja, o infeliz culpado vai perder o emprego.
Resultado da apuração: o supervisor de garagem informou que o Zelito só chegou do café as 13 horas e, portanto, ele não podia chegar ao meio dia a tempo de levar o presidente. Ao ser interpelado, o motorista se explicou que as 10h45 ele foi tomar café na padaria e, no caminho, foi assaltado. A polícia foi chamada e prendeu o assaltante. O motorista teve que ser conduzido para a delegacia do bairro onde precisava fazer o boletim de ocorrência e a identificação do ladrão.
O que, inicialmente, segundo o policial, deveria demorar “uns 15 minutos na delegacia”, demorou 2 horas. Quando o Zelito chegou, o supervisor avisou que ele deveria ir urgente se apresentar na presidência. Nesse momento já eram 13 horas e o problema já havia acontecido.
Esse tipo de coisa acontece, muitas vezes, em todas as empresas e com uma recorrência inaceitável. Umas demitem o diretor. Outras demitem o motorista. Poderia se demitir o supervisor de garagem ou todos eles. Em muitas empresas haveria uma carta de advertência exemplar. Em outras o erro seria discutido para avaliação.
O grande responsável por tudo isso é o modelo de sistema que foi construído. Um sistema onde tudo esta aprisionado em tudo. Um exemplo como esse mostra os caminhos que o problema trilhou e o quanto ele foi sendo “traduzido”.
No intuito professoral de liderar, orientar ou ensinar, acabamos apenas “traduzindo” e fazendo com que os nossos liderados sejam poupados de entender o todo. Do ponto em que o presidente “precisava se locomover com velocidade ate o aeroporto” até o supervisor de garagem receber o recado que o “Zelito precisava se apresentar com urgência na presidência” houve uma seqüência de traduções que impediu a todos de contribuir para transportar o presidente. O problema foi sendo traduzido à medida em que descia a ladeira da hierarquia.
Todos deveriam compreender que o foco no problema seria o transporte do presidente. Transportar o presidente é um evento que pode ser desenvolvido de varias maneiras, Uma das opções pode ate ser o motorista da empresa.
Os nossos líderes, inadvertidamente se vêm fazendo papel de dubladores de subordinados ou programadores de humarionetes. Se eles se tocassem da desnecessariedade de traduzir problemas, este tipo de cenário seria outro. Esse presidente jamais dependeria do motorista sem ter desenvolvido pelo menos um “plano B”: poderiam deixar um táxi de sobreaviso, deixar outras pessoas de carro ligado, prontos para sair do local direto para o aeroporto, alugar um helicóptero, conseguir um jatinho, terminar a reunião mais cedo e continuar dentro do carro a caminho do aeroporto etc.
É preciso escalar os detalhes para poder observar o todo. É preciso conhecer os detalhes dos detalhes e os objetivos de cada ação. O mundo empresarial sofre mudanças. Se as pessoas identificarem e construírem seus futuros, o mundo muda. Se o seu mundo mudar, o resto do mundo muda.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Educação Inclusiva

Rede Saci - A Rede SACI atua como facilitadora da comunicação e da difusão de informações sobre deficiência, visando a estimular a inclusão social e digital, a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência. O site disponibiliza diversas notícias e artigos relacionados a educação especial e inclusão, acessibilidade e tecnologia. Há também espaço para interação entre os usuários da rede.
visite o site http://www.vivenciapedagogica.com.br/educacao_inclusiva_sites.html e interaja com autores de diversos artigos sobre este tema tão atual.
sábado, 2 de outubro de 2010
Voz do Coração
OUÇA A VOZ DO CORAÇÃO
OUÇA A VOZ DO CORAÇÃO
Marcial Salaverry
É importante saber o que nos diz o coração...
É aquilo que chamamos intuição...
Pode ser uma dica de nosso Amigão,
ou então... um chamado da razão...
Muitas vezes esses avisos
não escutamos,
ou não os interpretamos...
é quando acontecem coisas...
O ideal é a sábia combinação,
entre o coração e a razão...
Assim poderemos analisar
para que lado caminhar...
Nesta vida, o importante,
é ter discernimento o bastante
para os obstáculos pular,
e sempre ter um tempo para amar..
Marcial Salaverry
Publicado no Recanto das Letras em 29/09/2010
Código do texto: T2527077
Código do texto: T2527077
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Pegadinha Gramatical
PEGADINHA GRAMATICALDÍLSON CATARINO
"Ao persistirem os sintomas, procure orientação médica"
"Ao persistirem os sintomas, procure orientação médica."Qual a inadequação gramatical acima?
Essa frase surge na televisão brasileira constantemente. Às vezes escrevem "Ao persistirem...", outras vezes "A persistirem...". Qual a maneira certa?
Para sabermos, temos de conhecer a sintaxe, parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si.
As relações entre preposição e verbo no infinitivo - verbo terminado em ar, er, ir - são as seguintes:
- Para + infinitivo = finalidade.
Por exemplo: Estamos aqui para estudar = Estamos aqui a fim de estudar.
- Por + infinitivo = causa.
Por exemplo: Por ser contra os sócios, deixou a empresa = Deixou a empresa porque era contra os sócios.
- A + infinitivo = condição quando puder substituir a por caso ou se.
Por exemplo: A continuar como está, a revolução será inevitável = Caso continue como está, a revolução será inevitável = Se continuar como está, a revolução será inevitável.
- Ao + infinitivo = tempo.
Por exemplo: Ao soar o sinal, todos os alunos se levantaram = Quando o sinal soou, todos os alunos se levantaram.
A frase exposta na televisão indica condição, pois o enfermo deverá procurar orientação médica se os sintomas persistirem, e não quando os sintomas persistirem. A frase adequada aos padrões cultos da língua portuguesa, então, deve ser assim estruturada:
"A persistirem os sintomas, procure orientação médica".segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Inclusão Escolar
O desafio da inclusão escolar
Por Içami Tiba
A inclusão escolar é uma recomendação baseada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96.
Fica a pergunta: Qual a população que já está excluída da escola e que necessita desta recomendação?
É a população formada por pessoas que não conseguiram ser matriculadas por apresentarem diferentes deficiências (visuais, auditivas, da fala, mentais etc) que dificultassem o aprendizado regular. São as pessoas deficientes visuais, auditivas, mentais etc., que necessitam de recursos especiais para o aprendizado natural, apresentado pela maioria da população.
A lei acima tem boa intenção, pois muitos cadeirantes estão excluídos não pela dificuldade de aprendizado, mas de locomoção. Assim como a sociedade ainda é deficiente para atender as demandas dos cadeirantes, a escola também é, pois não apresenta condições físicas satisfatórias, tais como banheiros e refeitórios adaptados ou rampas e facilitações de acesso que possibilitem o seu direito de ir e vir sem depender de terceiros. O descaso de cidadãos sem ética nem civilidade que não respeitam nem as demarcadas vagas de carros a cadeirantes também ocorre na escola. Ou não seria o caso desta exclusão já existir na escola? Há deficiências físicas, como a de voz, a visual e a auditiva, em que as pessoas que as têm apresentam inteligência compatível com o aprendizado escolar, mas necessitam de ajuda de terceiros ou de recursos especiais para o seu aprendizado. Muitas escolas teriam que se adaptar para receber os cadeirantes para não exigir demais a ajuda de terceiros. Acredito no desenvolvimento da cidadania e civilidade de todos os envolvidos na inserção do cadeirante.
Uma sociedade deveria ter a possibilidade de atender a todos os tipos de deficiências. Isso poderia ser feito também na escola, para benefício inclusivo em salas de aula, desde que também houvesse pessoas e/ou recursos auxiliares extras, como a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para surdo-mudos, leitura Braille para cegos etc. Uma pessoa com deficiência deveria freqüentar uma escola regular, desde que contasse também com professores especialmente capacitados.
Para que a citada recomendação fosse à prática diária dos professores em sala de aula seriam necessárias no mínimo duas medidas iniciais:
- Acabar com a cultura da expulsão do aluno da escola e da sala de aula. As autoridades pedagógicas que usam deste expediente estão praticando a cultura da exclusão. Esta exclusão escolar alimenta a exclusão social, sejam lá quais forem os motivos nas quais se fundamentem os pedagogos. Antigamente, os leprosos eram excluídos da sociedade por não conhecerem na época os tratamentos que hoje são praticados.
- Desenvolver e promover a cultura da inclusão de alunos regularmente matriculados através de medidas de adoção daquele aluno que seria expulso (por não fazer a lição, não estar de uniforme, perturbar o bom andamento da aula, confrontar autoridade pessoal dos pedagogos, etc.). O líder pedagógico e professores em geral poderiam estimular os alunos a adotarem alunos perturbadores. Poderiam acolher colegas voluntários que pudessem funcionar como tutores pessoais dos alunos em defasagem para ajudá-los a serem incluídos.
Não será por uma recomendação legal que os alunos que apresentam algumas deficiências serão incluídos em salas de aulas regulares, pois estes alunos sentir-se-ão mais excluídos se não receberem os cuidados de que realmente precisam. A inclusão será natural quando os professores forem capacitados para trabalharem também com as diferenças pedagógicas já no seu currículo de formação acadêmica ou como atualização obrigatória dos professores já formados.

Içami Tiba
Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.
domingo, 19 de setembro de 2010
A Rota mais rápida? O caminho Certo".
Que é um caminho certo? Quem pode definir qual o caminho mais acertado para uma pessoa, uma comunidade ou uma nação?
Sinceramente, penso que, assim como temos de reavaliar muitos conceitos nossos, e assim, como tive de reavaliar os meus próprios conceitos tão logo o corpo físico tornou-se impotente para segurar minha alma, temos de fazer um estudo acerca do que é certo ou errado e de como lidamos com esses conceitos em nossa vida.
Teresa de Calcutá, psicografia, Robson Pinheiro.
Sinceramente, penso que, assim como temos de reavaliar muitos conceitos nossos, e assim, como tive de reavaliar os meus próprios conceitos tão logo o corpo físico tornou-se impotente para segurar minha alma, temos de fazer um estudo acerca do que é certo ou errado e de como lidamos com esses conceitos em nossa vida.
Teresa de Calcutá, psicografia, Robson Pinheiro.
Beatriz Aisenberg
Beatriz Aisenberg fala sobre leitura em História e Geografia
A pesquisadora argentina afirma que, para formar leitores autônomos, cabe aos professores ouvir o que os alunos entenderam sobre os textos
Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br), de Buenos Aires, Argentina

Beatriz Aisenberg
Mais sobre leitura em História e Geografia
REPORTAGENS
- O desafio de ler e compreender em todas as disciplinas
- A leitura crítica de fontes históricas
- Leitura de mapas e paisagens
PLANOS DE AULA
ESPECIAL
Licenciada em Ciências da Educação, Beatriz investiga a relação da leitura no ensino e na aprendizagem de História há mais de dez anos. Considerada uma das precursoras das investigações em Didática das Ciências Sociais (disciplina que na Argentina inclui conteúdos de História, Geografia e de temas relacionados à política e à economia), ela faz parte de um grupo de pesquisa que procura descobrir quais as condições de trabalho que promovem a aprendizagem de Ciências Sociais. As aulas de educadores voluntários da capital argentina são gravadas e analisadas por especialistas liderados por Beatriz. O foco do trabalho são os polivalentes do nível primário (que lá vai até o 7º ano). Mas ela garante: "Os especialistas podem ajudar ainda mais a garotada a entender os textos de cada área". Nesta entrevista, concedida em seu apartamento, Beatriz explica como fazer isso.
Qual a principal queixa dos professores em relação às atividades de leitura em Geografia e História?
BEATRIZ AISENBERG A de que as crianças não sabem ler e interpretar bem. Porém boa parte dos problemas não tem a ver com a habilidade geral de leitura. As pesquisas psicolinguísticas mostram que essa não é uma competência geral que se aplica a tudo - sei ler uma carta, sei ler qualquer coisa. É um processo complexo entre o leitor e o que ele lê. Isso se acentua ainda mais quando falamos de História, por exemplo. O entendimento de um texto dessa área tem muito a ver com o que o leitor já sabe sobre ela. Se ele não possui um marco de conhecimento, a compreensão se torna muito difícil.
De onde vem a dificuldade dos alunos nas atividades de leitura?
BEATRIZ Por acreditarem na ideia de que ler é uma tarefa fácil, muitos educadores deixam os estudantes sem ajuda nesse momento. Meu grupo de pesquisa busca caracterizar as condições didáticas que permitem oferecer a eles o apoio necessário para que comprendam os textos e aprendam história por meio da leitura. Sem ajuda, é claro que eles têm dificuldade - ora, se soubessem ler, não precisariam ir à aula. Por isso, a escola deve ir progressivamente formando leitores. A autonomia não é algo que se constrói em uma semana. Há muitas intervenções a serem feitas pelo docente para que todos consigam ir compreendendo os textos das diferentes áreas e, com isso, adquirindo mais fluidez e independência nas práticas de leitura.
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